 |
O VIAJANTE SEGUE RUMO A UM OUTRO PLANETA...

Ele não olha nos seus olhos, ele não o fará tão cedo, é cego e rejeitado por sua própria vontade... assim assumindo... sabe que demora para ter confiança nas pessoas, demora para que as olhe nos olhos, para que as veja como iguais, tudo a sua volta parece tão mágico quanto ele não pode ser, tudo em sua vida parece tão vazio, o mesmo vazio que sempre tentou correr, por isso atravessa a rua ao ver acontecer, a distancia parece ser o melhor remédio para não se envolver, o medo faz com que se torne fraco, fraco e omisso as suas vontades, correndo contra um tempo que quis não ter... tudo poderia ser revisto, tudo poderia ser evitado, tudo poderia ser filmado em um outro ângulo, mostrando uma outra visão sobre o mesmo acontecimento, mas ele prefere baixar a cabeça e aceitar... aceitar que outros destruam a vida por ele, que moldem o destino, que morram por ele... prefere acreditar em crenças feitas que criar sua própria crença... os limites impostos parece tão mais óbvios que os próprios limites... e busca a cura onde não há cura, e busca o fim onde é o inicio... parece não ver... sempre tenta manter o que está extinto, sempre tenta crer no que não existe... a historia se repete, torna-se perpétua... encontra barreiras, desfaz-se nelas... busca saída, venera medidas que nem sempre lhe convém... está alienado e parado em um tempo que não é mais seu... esquecido em prantos, lamentos, vida falsa, falsos argumentos... deixa o tempo acabar, deixa o relógio mostrar as horas que nem sempre existem, o calor consome seu corpo... destrói sua mente... carrega ao fundo seu olhar, enterra em desgraça o seu pesar... não quer ser mais um... mas não que se sinta assim, sente-se inferior a isso... todos os iguais parecem estar melhor... condicionados e conformados com a situação... situação que ele não sabe argumentar contra, não saber dizer nada a favor.... mas que não se conforma, pelo simples fato de não se conformar... não toma posições, afinal, quem iria crer em tão patética figura? E seu mundo segue... adianto um fim inevitável... mas que seria exatamente igual se fosse agora, uma semana depois ou cinco minutos passado... nada de novo acontece... não busca o novo... não aceita o novo, luta contra ele como se luta contra uma doença... mas também não aceita o que acontece agora... converte-se em mil pensamentos que nada dizem... corta aquilo que chama de braço, aquilo que não o sustenta mais... finge estar enganado, procura fugas, esconde seus medos no seu travesseiro... esvaziara sua mala tantas vezes, e agora ela está cheia novamente... as fotos, lembranças dos lugares em que passou, os filmes que se criaram em seu subconsciente... a nova e velha maneira de se matar... viver! Viver sem ter um dia que realmente valera todo por completo... o refugio de seus sonhos, um dia perfeito, a fantasia que inexiste... o seu mais belo medo... tudo isso se reflete em cargas que ocupam um lugar incomensurável em sua mala... o viajante segue só... distanciando-se dos portos que se mostravam seguros... ele não vai olhar nos olhos... ele não vai... segue rumo ao nada... e é por esse e outros motivos que esse mundo acaba aqui... e sim... talvez existam outros, mas esses não farão parte dessa história... encerra-se aqui portanto o volume dois dessa obra onde se guardam as lembranças de algo que agora parece um tanto insignificante... pensando no que poderiam ter significado... mas que foram realmente significantes em seus momentos presentes... momentos que agora são passado... passado que nunca poderá ser esquecido... não há espaço para mais nenhuma pagina nesse volume... aqui acaba esse mundo, exatamente aqui... no limite do que posso ou não sentir.. do ter ou não coragem de arriscar... até mais!
POSTADO POR Thiago A. às 01h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O mundo acaba aqui...
POSTADO POR Thiago A. às 22h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A UMA AMIGA...
E mais uma vez eu não sei explicar... talvez nem haja explicações para essas coisas... mais uma vez eu me deixei levar... as ondas quebraram em minhas costas, fazendo-me afogar em idéias e pensamentos submissos a vontades... alheios a necessidade... mais uma vez deixei cair o balão que segurava.. e esses sempre caem para cima... e o inesperado acontece... . Falhei por assim me manter, julgando as fotos que inexistem em mural algum... achando defeitos e marcas do tempo em algo totalmente novo... mais uma vez eu deixei cair a taça... fiz mal uso das palavras, feri com elas, sentimentos que não viviam em mim... talvez devesse rever meus conceitos... .. Eu me perdi então, na suave brisa que clareava a escuridão, corri sem pensar rumo ao que não queria, já não pensava em mais nada, somente em seguir, nesse momento surge uma pequena lágrima e uma súbita vontade de voltar... esquecer o ocorrido, evitar o vivido, enrolei-me tantas vezes dentro do próprio ocorrido que nem sei mais o que ocorreu... as lembranças das frases perseguem a minha noite, e tudo se faz filme, e tudo se faz foto... o que diria a ela agora? Diria que sente muito? Não! Eu sei que teria muito mais coisas pra dizer, palavras que poderiam ser testemunhadas por momentos e provadas como argumentos, mas o que disse? Disse que sentia... ah meu amigo, eu já não posso fazer nada... talvez seja essa a verdadeira condição... esse fardo, juntado às correntes, é o que tem que carregar, todos os dias, até que tenha a real coragem para livrar-se deles, mas talvez seja melhor manter, melhor em quanto agüentar... contar as horas, aliviar-me em contradições, nada mais comum e fácil do que isso... nada mais para ser denominado derrotado... ... Eu sinto por tudo, não era minha real intenção, uma das pessoas que mudaram a minha vida, uma das pessoas a quem já não podia esconder nada... talvez não devesse ter acontecido... mas eu já não sei, não sei mesmo o que pensar... se pudesse matar meus pensamentos antes que eles nascessem... seria esse um aborto legal? Ou eu deveria mesmo sentir isso como conseqüência? Opto pela segunda... e então sigo irremediavelmente procurando um espaço, um espaço onde possa dizer, talvez tenha valido a pena, talvez eu não seja digno de convivência... lamento por tudo, farei com que não se repita, mas talvez seja de minha natureza... talvez eu mesmo faça com que se repita... e isso é o que me traz mais medo... o destino que eu mesmo venho traçando para meus dias... o tempo consumido, as horas perdidas, o dia vira noite... espero sempre por um bom dia como novidade... aprendendo em palavras o que me negaram como ensino, a vida que escolhi, as coisas que deixei, a parte que mudei, tudo isso me fez feliz, a queda e a dor, a sensação de que acabou, que mudou, que o show começou, tudo isso me animou... e você sempre esteve por dentro de tudo... espero não a ter decepcionado... que se confirme tudo através dos dias... nunca um horário foi tão esperado como esse que não ocorreu... por simples falha, por simples tentativa, eu não sei... prefiro não me alongar a essa parte... há um mundo imenso entre nossas janelas... mas eu queria mesmo abraçá-la e pedir desculpas pelo que eu não consigo evitar... sinto muito... (dedicado a uma amiga... uma boa pessoa) (...) Explode mais uma vez em conceitos inexatos Beirando o limite entre o céu e seu sapato Conserva tudo que um dia seria lembrado aqui A razão sempre se repete em vez de se fazer falir
Estive tão perto de deixar o ralo sugar a ferida Um surto idiota pela rua que estava tão perdida Um mapa rasgado a separava de seu feliz destino A farsa da lua iluminava o rosto de seu menino
O mundo nascia com as cores mais vivas e alegres Os pássaros cantavam hinos para o garoto serelepe Mas tudo escurece em mais um nublado dia de verão O que antes era céu agora rasteja pelo sujo chão
Não há virtudes de que se esqueça, carrega sempre sozinho E que nos braços aqueça, o livro sobre o herói e seu caminho
POSTADO POR Thiago A. às 01h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
um dia normal...
Evitando a consciência, evitando pensar... a saída... o remédio, o tumulto e o descaso... tudo poderia ser evitado... a dor, arrependa-se... o amor.. .surpreenda-se... e tudo acabou... vendido por alguns centavos, entregue e embalado, o meu mundo em uma caixa de sapato, prefiro nem pensar, prefiro deixar, inconstante e subjetivo, o caminho segue escuro e já está quase na hora de amanhecer, para que possa ver suas trilhas, o que seu destino reservou para mim... poderia deixar como está, a simples ferida da onde nem escorre sangue ou qualquer outra coisa... a simples dor sem o menor sinal de inflamação... confronte suas idéias, o que realmente quer para si? Um mundo inteiro? Eu lhe dou o meu... meus pés amarrados, já não posso levantar da cadeira, minhas mãos seguras, algo mais? Já não posso roubar nada... estou preso aos princípios que criei um dia desses, tudo se reflete no espelho, obras, visões, planos e intervenções... sua ajuda não é necessária... julgue preciso a sua saída... seu tempo de estadia pode estar acabando, cabe a você renovar o contrato... a cena é igual, as cortinas não fecham, o mundo não acaba, a chuva não cai... tudo foi feito para ser tão perfeito, apenas um puxão e o laço está desfeito, o mundo desaba em seu próprio leito... renove suas forças, o cavaleiro segue rumo a muralha que nunca atravessará, mas segue apenas para dizer mais uma vez que tentou... pois essa é a sua vida, a sua miserável vida... tentar... tentar... não vejo orgulho nos olhos do cavaleiro... tantas conquistas e nenhuma com seu lugar válido, quer sempre mais, um sonho após outro... confesso que talvez tenha tentado ultrapassar o muro... mas isso já é idéia passada... agora a situação é outra, o mundo parece novo, não havia visto essas flores, o caminho é longo e estreito, o caminho é quente... quente e insuportável, mas já vejo a porta... está em minhas mãos o poder de desistir... só mais uma vez, é só mais uma porta que me traz de volta ao mundo conhecido... é mais uma lenda... mais uma obra da minha imaginação... tudo morto e enterrado agora... o que mais eu poderia dizer? Talvez eu deva assumir... aceitar... as vezes as mentiras parecem sumir... e fica claro... tão claro quanto as vezes não quero parecer... eu me escondo sim... eu quero sempre... a atividade me incomoda... imperador do nada, um rei em um castelo de areia... a maré está prestes a subir e seu reino a desabar... infeliz figura do nada... está pronto para deixar? A escolha é sua, sempre foi... o livre arbítrio... seu triste fim, pudesse eu escolher por você... guiar o seu caminho, dizer o que sentir, dizer coisas sem sentido e que nunca iria acreditar... a simples condição... o simples passo na escuridão... o medo de tropeçar e descobrir que tudo foi em vão... surpreenda-se... dois dias de pura ilusão... o mundo acaba aqui... está pronto para começar?
POSTADO POR Thiago A. às 22h38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
mais uma vez...
A repetição... o fato... o ambiente, algo que deveria ser eterno, momento que consumiu toda a energia que restara de domingo... mas como já disse anteriormente em outro post... a sensação é agradável... e sim... finalmente... chuva... não “a” chuva... mas uma chuva satisfatória... uma que me fez espirrar... o que foram aqueles momentos em que estive lá dentro... seria uma grande rotina essa... talvez perdesse o sentido depois de um tempo, mas a esgotaria o mais rápido possível... a sensação é agradável, sentiria muitas vezes por dia... e tudo acaba bem... a partida acontece antes do fim, mas um fim já de se imaginar... e continua se prendendo a preconceitos idiotas... parecia a mesma “panela”, mas fora esses ocorridos, momentos memoráveis... talvez não com toda a magia da vez passada... mas uma magia diferente... que talvez se me entregasse de verdade a sentiria por inteira... mas confesso, valera a pena... o sonho, hoje sem dores, sem muitas surpresas... tudo que eu esperava ver, aqueles que eu mais queria ver... tudo se confunde nos momentos seguintes... semi-sonhos acordados, uma viagem espacial, algo que não sei explicar... e quando percebi, já havia novas pessoas e um novo show acabava de começar... mas nesse eu já não conseguia prestar muita atenção, o outro ainda tinha sido memorável... e aí que renasce a esperança... que sem pensar ela nos guia em direção ao desespero, mas sem nos deixar cair nele... mas tudo agora é bem-vindo, as portas estão abertas... o show já começou... “lágrimas, aplausos, expectador”... (...) Post’s mais curtos, ainda há coisas que não sei como expressar... mas tudo segue o seu devido ritmo...
POSTADO POR Thiago A. às 00h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
SOÑÉ CON ALGO QUE ERA ETERNO, UN MUNDO SIN TEMOR, NO HABIA FRUSTRACIÓN
Delete a lembrança anterior... a sensação é agradável... o mundo gira em torno das mesmas coisas... uma toalha sobre a mesa... a mancha de um jantar anterior... as velas derretidas mostram que tudo acabou, por minutos a vida me passou, por segundos tudo girou, tonto sem saber o que aconteceu... a sensação é agradável... a noite é feliz... prometo não esquecer... e como eu poderia? Eu não conseguiria... o espaço é grande e pareço estar longe... vejo tudo a distancia, um filme acontecendo... permaneça parado... espere-me... há um sonho que preciso contar... viajar, naufragar... o caminho todo e o mesmo lugar... há um dia eu quis... hoje não quero... há um dia eu tinha derrotas, hoje a considero vitórias... ou o simples fato do mesmo... a simples confirmação do nada... em torno do espaço não há limites, as paredes se aproximam do horizonte, a cada passo surgem mais três novos passos a serem dados... um mundo infinito e novo que não foi feito pra mim, mas que fixo minha estadia e faço de uma parte dele a minha moradia... tudo se repete enfim... um sonho que não foi feito pra mim, mas que tomo emprestado enquanto possível... a queda é infinita, confesso, a sensação é agradável... eu pediria que se repetisse, o medo, a perna tremendo... tudo como um filme de efeitos especiais... tudo parecia mentira... mas muito do que hoje eu lembro está misturado a sonhos e sensações... então metade disso não aconteceu, e sim foi criado por mim... mas eu não ligo, fez-me bem... um dos melhores dias... faça a sua mala agora, a viagem irá recomeçar... faça as suas malas... um dia a mais se passou na semana infindável, algumas horas, e tudo é apenas uma lembrança de sensação agradável... o sonho acabou, agora aparecem as dores... mas tudo é perfeito, persiste a sensação de que valeu a pena... (...) Mais sobre em um outro dia...
POSTADO POR Thiago A. às 23h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
página 75
Mais uma noite... mais sobre você... mais uma hora sem nem entender... o que se passa, o que vou fazer... pra quem olhar? Pra quem correr? Muitas nuvens, será que vai chover? Sóbrio ele segue o caminho... corre com medo, medo nunca antes contado... viveria melhor se nem tivesse começado... risos e aplausos por sua passagem... onde se arrisca ao vento, riscando a paisagem... o garoto que sabia voar... prometeu fazê-la feliz, levá-la para voar, nem que seja por essa noite... deveria a lua conhecer... mas tão pratico... tão óbvio... ela desvia seu olhar... parece que não quer voar, pode ser que tema... ou que não deseje... é tão longe... imaginar... tão fraca... tão pequena a ponto de se quebrar... seu brilho de antes... de muito antes desta presente data, parecem confirmar... a garota não quer voar... e o mundo se parte, dois pólos opostos se retraem, a complexidade se torna visível mais uma vez... quem é que vai me levantar? Dizia a garota sempre ao acordar... (...) Dor... explicação!!! Explica a minha dor? Suave sensação... se perder... virtude... quem seria então? O que haveria de certo em seu mundo incorreto, confesso, não seria tão perfeito quanto o meu... o que tanto procura... nunca vai achar... o que se perdeu nas noites em claro, o que não existiu fora do baralho... corra caro amigo! Não há saída para você... se ao menos soubesse voar... se ao menos aceitasse a importância de caminhar... em direção ao nada... nada... nada... a realidade não muda nada lá fora, você, seus inúteis sonhos... o que fazer, as horas passam, espero sua resposta... embriague-se... coma a vontade... a escolha é sua... e olhe que nem sempre foi... posso estar sendo bondoso demais agora... mas é a sua chuva que está lá fora... o seu sangue que escorre há horas... e nada mais resta de você, amigo... nada mais além da vontade de se perder... correr em torno dos parques... tão idiota a ponto de procurar uma sombra para se aquecer... um sonho para viver... esqueça isso... jogue fora tudo isso... siga em frente, conte toda a verdade... destrua sua própria vida... siga em frente... enfrente seus medos, caia em outro buraco... a escolha é sua... prefere ficar aí caído ou se jogar em outro buraco... lamento meu amigo, mas não vou deixar que tirem-no dessa... (...) Eu correria os riscos... eu aceitaria vê-la sorrir... aprenderíamos juntos a voar... a queda seria só uma conseqüência... um preço a se pagar...
POSTADO POR Thiago Augusto às 01h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
mais um dia de televisão...
A notas que se explodem com o mundo, o jeito próprio de revolucionar as palavras... tudo se apaga aqui... tudo é cinza agora... o som da música triste toma o quarto... a sábia condição de enfrentar o inverno, agasalhar os pensamentos e seguir em direção ao pólo... e morrer como uma infame forma de vida... tudo é visível... visível... nada existiu nesse quarto... as fotos, os pôsteres, os desenhos... nada... tudo tão branco e claro agora... tudo revelado sobre uma outra hora... destinos, visões, medos, ambições... a vida se declara culpada... a razão se perdeu com o tempo... e já não há mais o que fazer... dizer que nas encostas o vento é mais forte... dizer que foi apenas um golpe de má sorte... por onde buscar frases para me sustentar? O alto preço a se pagar... o medo destrói tudo... você sempre destrói tudo... e a vida se perde... a razão se auto-elege dona da verdade... tudo se vende por poucos minutos, tudo se perde então, formas, historias, memórias... tudo que nem sempre faz sentido cai por terra... a vida então se desespera... rumo ao deserto... o caminho que parece mais certo... um passo e pronto! De volta ao mesmo ponto... escolha e leve o que é seu... deixe o que é meu... eu troco tudo por dois minutos... a sede aumenta! Dê-me água! O transtorno é argumento para a ficção... crio o meu mundo e destruo minha própria ilusão... chama-me de covarde então! Eu sempre esperei por isso... atira-me no rio... mostre a sua vontade.. estenda o meu corpo... distraia a verdade... (...) Nada, não foi nada... destrua o tempo com suas palavras... Esperto, mas não tão de perto, construa o templo, mate o tempo com suas palavras... no fim da rua há uma escada, suba e procure por alguém que ainda não conheça... encoste a porta, não fique acanhada, há alguém que não conheça? Aperte o passo, não se arrependa, olhe ao longe e não entenda, meus passos seguem para que o momento se estenda... que se torne imortal... parecia tão grande e vulnerável, tão diferente como um vitral... esqueça-se! Aos poucos nos tornaremos meros mortais... incapazes de acrescentar o que não há mais... incapazes de compreender, o mundo tolo feito de bolo, as horas vagas, as uvas passas... e me repetem uma frase, talvez se sintam incapazes... outros problemas, mesmos dilemas, talvez um dia você esqueça... olhe a sala, olhe o quarto, há alguém que não conheça? O curto prazo, o vaso raso... e tudo acaba, encerrado o caso! (...) E se perdeu, mais um grito... mais um vão... mais um gesto sem expressão... e se perdeu... mais um grito... mais um vão... mais um gesto... sem expressão... e morreu, mais um perdido... e um outro não... mais um gesto sem expressão... mais um gesto sem expressão...
(...) Num filme: “A Reconciliação”
“pra que cumprirmos as promessas feitas ontem se hoje já não somos mais os mesmos?!
“amamos nosso passado pelas doces lembranças felizes que nunca existiram, mas que parecem felizes vendo agora...”
Em um outro filme... (Os Excêntricos Tenembaums)
“- Eu escrevi um bilhete suicida. - Escreveu? - Sim, depois que eu recuperei a consciência! - E podemos ler? - Não! - Pode nos fazer um resumo? - Não! - Ele é um bilhete sinistro? - Claro que sim! Afinal de contas é um bilhete suicida!”
POSTADO POR Thiago Augusto às 03h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
meia porção...
GLÓRIA E GUERRA
Meu grito ecoa pelas planícies. Vim levantar minha voz, tornar os dias gloriosos / Meus olhos cheios de sangue fervem, o sorriso corta sua carne como navalha / Não espere que eu fique entediado, pois sei que este é o seu plano para mim / Agora eu digo sim!!!! Que venha este mundo!!! E todos os seus perigos!! / O guerreiro vai enfrentar o que é nocivo a vida - e do caos surgirá um novo tipo de felicidade. (life is a lie)
Como explicar sobre o que não há explicações? Sensações limitadas... sonhos abandonados... um mundo inteiro... por nada... por nada... distantes visões... limitados pensamentos... argumentos desfeitos... toda a verdade se transformou em mais uma mentira... todo o desejo se transformou em uma vontade de não existir... o que foi aquela noite? O que foram aquelas palavras... os punhos sentenciam... escravo de vontade nenhuma... largado... jogado por meus próprios instintos... comova-se! É isso que eu quero... dizer coisas sem nexo para que você pergunte o que está havendo!!! Como isso é infantil... subir montanhas, construir grandes impérios... nada disso é pra mim... as correntes se prendem... mais um ato de dispersão... a festa acabou! Todos para as suas casas! A chuva cai agora! A chuva que já parou de cair...
Razão azul de fria entra para a sua vida Há mais um morto no Kansas E provavelmente é sua esposa Razão azul de fria Estou apenas falando sozinho Razão azul de fria Estou apenas reorganizando o inferno Estou apenas falando sozinho Estou apenas falando sozinho (cool blue reason... Cake)
A razão agora é o vento... o barco segue seu rumo... a razão agora é o vento... o destino se torna mudo... e quem vai gritar meu nome... dizer mentiras ao meu respeito... quem vai dizer que tudo deve ser desfeito? As palavras se repetem e eu estrago o que seria perfeito
POSTADO POR Thiago Augusto às 01h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
doze
A sensação... o mundo acabou... a contradição... o mundo acabou... entregaria meus pulsos em razão de um sorriso seu, mesmo sabendo que no fim tudo se perdeu... mas por onde andou todo esse tempo? Eu nem o vi crescer, nem o vi... o que se perde nas palavras, estadias temporárias, o que não acontece... o que desaparece, unem-se todos, a vitória será nossa!!! E o sonho acabou, acordamos cheio de sangue em nossos braços, deitamos cheio de dores e um fracasso... e os nossos rostos retalhados em mais uma obra de Picasso... tudo se perde com o vento... tudo se perde onde não há vento... medo... medo... medo... medo... as horas se passam e continuo sem ter o que dizer... poderíamos sentar a beira do lago, e ali contar historias até o dia amanhecer... fazer planos com doces e filhos, morrer e nascer, voar e sentir... mais uma volta em torno de nosso corpo, manobras que nem sempre soubemos fazer... saímos do circo por nem isso merecer... e toda contradição em sua pele... e toda contradição em sua pele... em forma de remédio, dois comprimidos para dormir... tudo se revolta, tudo se transforma e aos poucos perdemos o que tínhamos de mais importante, todo valor dado a algo sem valor... e você se machuca por cultivar espinhos, e você se machuca por cultivar espinhos... tão simples assim, morrer por mim... tão simples no fim... sentar e presenciar o fim nos derrubar... o que eu quis para você, não importa mais... o que eu quis de mim, não importa mais... os seus medos, suas alegrias... nada disso me importa mais... nada mais... ao longe avisto o mar... avisto as ondas, o céu esta para me testemunhar... eu quis entrar, eu quis entrar, mas fiquei fora... sempre do lado de fora... imaginando o lado de dentro, a boca com gosto de amora... e tudo que eu não entendo... perdi o controle sobre a situação, controle que eu nunca tive sobre nada, e que já achava não ter dessa vez, veja! É o parque! Veja! Veja! Mas por que não nos deixam entrar? Se arrependem por ontem? Estão tão longe de suas casas quanto nós, estão tão perto de chegar ao nada quanto nós, o que os convencem? O que faz com que se sintam melhores? O mundo acabou! O mundo acabou! Sinto que estou morrendo... lamento, mas tracei dois destinos para mim, sendo um, uma fuga do outro... lamento... lamento... (...) Alçar vôo novamente...
POSTADO POR Thiago Augusto às 11h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
IMAGEN EXTERIOR... UN MODELO DE FICCIÓN...
Momento novo, uma vida nova... com tudo, um sorriso esboça... ressurge a flor... nasce o dia... as nuvens trazem alegria... daqui pode-se ver o dia, daqui pode-se viver o dia sem que o sol queime, não há sol, toda a intensidade e qualquer coisa que nos aqueça deve ser proporcionado por nós... leia a canção que escrevi para você... é tão triste... acho que foi melhor partir... a revolução não é pra mim, a revolução não é pra você, por isso estamos juntos nessa... por isso devemos entregar os malditos pontos, na verdade eu não sei mais o que devemos ou não... é um novo ritmo, preciso de uma nova canção... é um novo dia... é um novo dia... uma noite de verão... e isso me faz temer... o calor insuportável e todas as coisas que cansei de agüentar... ontem o ocorrido, não sei como argumentar... como explicar o que acontece? Está tão debaixo de nós que esquecemos de nos perguntar se realmente é isso que queremos... correr em direção a paredes... viver escondido atrás de cortinas... talvez haja mais que explicações... o garoto que antes parecia me entender mesmo tão longe, agora parece se perder em seus próprios passos, o garoto que já não sei se reconheceria na esquina... o garoto sobre quem não sei explicar as teorias e porquês... talvez não fosse minha obrigação... mas isso me traz um certo mal estar... e então percebo... a vida se espelha em falsos argumentos... e não há explicação alguma... não devemos explicar derrotas, eu acho, elas simplesmente acontecem... as vezes algumas pessoas partem levando o que cultivamos juntos por anos... mas sempre há a esperança que ela volte... trazendo o sorriso de novo em sua face... o garoto parecia me entender... o garoto se perdeu... levando tudo que eu acreditei... por que não há... não há mais nada aqui para ser visto, não há mais nada que lhe convença... nunca existiram argumentos... deixou passar, deixou passar... um novo modo de se machucar.. é isso que eu quero! Quero essas novas asas! Feitas de um material inquebrável, ela parece tão forte as vezes, mas parece tão vulnerável a rajadas de ventos... o tempo e a falta do que fazer trazem velhas fotos e frases, mas essas a cada dia me convencem... dessas eu sei o quanto me afastei, sei até onde eu quis e sei onde poderia ter evitado... velhas frases em frágeis potes, velhos cartões postais com fotos, nada disso me convence mais... nada disso é capaz de me fazer pensar e repensar atos tomados... mais um de seus dias, mais um de meus dias... mais uma de suas noites bem dormidas... mais uma de minhas noites em claro... o risco traz o conforto, enforco-me em minhas próprias mãos... tudo isso me faz pensar... cair... cair e desejar... mas isso não vem ao caso, nada mais vem ao caso... não se pode negar os fatos... perceba a diferença entre os cisnes e os patos... essa é minha razão, essa é a minha única razão... contemplem... uma decisão!!! Uma medalha por isso!
E tudo isso eu sei que vai acabar O garoto antes parecia me compreender Hoje, mesmo que acordado, insiste em sonhar O garoto parece em seus passos se perder
Amor, deixe que eu o leve para casa Por favor não tente me esconder o que se passa Ouça a chuva cair! Ouça tudo terminar! É lindo o jeito que me olha após naufragar
Estamos seguindo o mesmo rumo! Entenda, meu bem! Cansei de procurar amor onde eu sei que não tem Segura a minha mão e vem! Vamos ser um só Venha comigo amor! O mundo pode ser bem pior!
A razão se esconde atrás dos versos bobos que eu não sei como dizer... as rimas falhas, tudo de tão pobre e inútil... eu perdi a razão quando quis compreender, eu perdi o sentido e a direção... não sei mais onde mora, não sei mais o que posso... não sei, eu não sei... e pode entender que sim... pode pedir que não vou... pode insistir que eu não vou... eu nunca vou abandonar... eu posso fazer milhões de promessas sem fundamentos e não cumprir nenhuma delas... eu posso negar tudo isso quando eu acordar... essa é a relação... é isso que está disposto? A correr e esconder seu rosto? A caminhar e imitar a multidão? A se perder por entre as frases sem razão? O que há de tão bonito para se dizer? Ouça1 são aquelas frases que eu preparei para me convencer... ouça-as caindo! Espalhando-se com o vento, sem surtir efeito nenhum... ouça tudo acabar! Tudo que eu programei para hoje, tudo que eu não quis... tudo que eu não quis... tudo... tudo... e alimente essa hipótese... tudo se perde aqui...
Não te faças entender Não precisas mais chorar Amigo eu nunca vou te perdoar
Por tudo que eu fiz Pelo que deixamos de fazer Tudo que sempre quis Tudo que não soube dizer
Amigo eu nunca vou te perdoar
Não quero tua consideração Eu não quero compreensão Não sou bom para se conviver
Amigo eu não vou te fazer chorar
Os passos que dei em falso Por onde sei que já caíste Andando com um pé descalço Esta trilha inexiste
Amigo eu nunca vou te perdoar Por tudo que me fizeste entender Sobre os peixinhos que estão no mar Por dizer que não sou tão bom quanto você...
POSTADO POR Thiago Augusto às 21h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
...

O que é a sua reação, diante dos fatos, vamos! Argumente! Não há mais por que ficar aqui? Por que antes esteve? Não reprima seus atos! Assuma para que veio! Assuma o que quer! Sinto tanta raiva desses momentos... confesso, tentei entender, tentei manter a postura... mas acho que não dá mais... já não há mais por que... tudo que eu sei são suposições... que por mais que eu queira evitá-las, é a única coisa que me resta... forçando-me assim a agarrá-las... lamento... do fundo do meu coração, mas é só isso que me resta fazer... parece que tudo acabou... parece desfeito pelo mesmo motivo que começou... e dessa vez eu não sei se foi minha culpa... mas acho que não, se não eu saberia, não é? (...) As dores me impedem de enrolar mais que isso...
POSTADO POR Thiago Augusto às 00h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
2004
Romperam todos os limites... os sonhos entre o céu e o mar... uma mochila nas costas e uma nave para viajar... alcançar as estrelas e na lua chegar, ver seu mundo ao longe sem ter pressa para voltar... onde as horas não passam, onde os olhos não fecham... só mais uma chance para poder enxergar e ver... o sonho não acabou...
Uma chance a mais de estar debaixo da sua janela... esperando o sol entrar, mais uma xícara de café, sentados esperando a hora passar... por onde vamos começar? Por onde vamos começar? Alimentos para a vida, uma nova cultura ainda escondida atrás de gritos incompreensíveis... as portas se abrem para que possa começar a conhecê-las, palestra comida, pesquisa... algo para me convencer... diante do palco... o show não vai acontecer... as ilusões enganam, o gigante não é tão grande assim, Adamastor se torna apenas uma experiência, os amigos nos apóiam, e hoje é só uma lembrança... existente ainda, talvez não para novas pessoas... e dessa vez o show acontece... comovam-se... os garotos da lua voltaram... voltaram para arrasar... algumas coisas acontecem até lá e a panela se completa... a correria dá bons frutos e satisfação... e sobre o que acaba, muitas coisas acabaram, muitas nem começaram, e assim terminou o ano, existindo só no papel... As pessoas apareceram, a vida recomeçou... amizades surgiram e outras retomaram seu lugar... o mundo é longe, é preciso trem para chegar... uma festa.. e quem diria que por outras eu iria esperar? Como descrever o resto? Corro risco de não dizer como aconteceu... de imaginar coisas sobre elas... encerro aqui esse pequeno post, dedicando a um amigo que tanto cobrou o balanço... tentei e foi o que consegui... Festa de ano novo, fogos... e sem TV! As ligações duram longos minutos... “alguém tem dois reais?” e o garoto que estava dormindo foi o melhor a responder... 2004 acaba... e a guerra começa...
POSTADO POR Thiago Augusto às 02h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
RUMO AO HORIZONTE
E foi tudo aquilo que eu precisava ouvir... a certeza aumenta... talvez seja algo bom... talvez não... cumprimentos em vão... e a espera daquilo que não vai voltar... lamente sozinho meu garoto... sempre soube o caminho, sempre soube o destino... lamente sozinho... não mais meu... garoto... contemple o quarto, grande demais para você? Sabe o caminho até lá, não sabe? Morra mais uma vez... é preciso... a digestão se faz aos poucos... o caminho não é longo... não é curto... é um caminho que nem existe de verdade... é uma fuga que você criou como objetivo... um jeito mais fácil de alcançar essa sua ilusão... será que não percebe? Distancie aqueles outros também... não deixe que ultrapassem a fronteira... há pessoas demais aqui dentro, há pessoas demais lá fora... e eu não sei mais o que você quer... acho que nunca soube... e isso começa a me incomodar... prestigio e uma falsa compreensão... complicação por quem nem sabe de você direito, as vezes alguns deles nem quer saber... não percebe? Não mesmo? Quantos caminhos você está criando agora? Você fala disso agora? Provavelmente não... provavelmente mede as palavras nesse momento... para não deixar escapar o que não deve ser dito... compreenda.. não existe caminhos... está preso em seu maldito quarto... está preso em seu limitado mundo feito de princípios e conceitos... não se prenda ao que não vale a pena, novamente meu, garoto... eu o prendi no pé da mesa... eu escrevi seu nome na tigela... as horas passam e você espera a noite chegar... mas você não sairá daqui... a lua a partir de agora é um ponto distante de seus olhos... as estrelas não mais transmitirão o brilho em seus olhos... teve a chance de escolher seu caminho... teve a chance de partir rumo ao seu “destino”, mas essa vontade de esperar, que se confirme agora, não há mais paciência pelo que nem vai me atormentar, seu falsos desejos de me matar, na verdade precisa mais de mim do que imagina, quem o colocaria em seu devido lugar? (...) Como voltar? Como explicar sobre seu grande coração? A bondade que sempre traz sem buscar recompensa alguma... o que a faz acreditar nas pessoas? O que faz com que as entenda? Haku dominado enfrenta os maiores perigos para salvá-la... entende o poder do amor? Onde estão seus pais? A quem não tenta salvar? Não há conceitos sobre as outras pessoas... “ficar trancado aqui que está te deixando doente”... o sem-face se molda a sua bondade... (...) Limite Imposto
Estendendo a mão, pedindo ajuda e dois dedos de compreensão “Lamento, troquei os meus medos por mágicas bolhas de sabão” A estrada leva aos lugares que procurei nem o nome descobrir Os quartos e salas tão frios e escuros que eu nunca quis pisar O templo que construíra como o refugio de onde nunca quis sair Queima com o tempo e as fotos que eu nunca quis lhe entregar
As estrelas só mostram mais um dos fins que escolhi para mim As nuvens guardam palavras que meus olhos deixaram de dizer No final é só mais um suspeito pela morte do pequeno Caim Eu sinto em lhe informar mas nenhum de nós se prende a você O céu é só mais um limite imposto e que nunca vamos alcançar Optamos por seguir até a hora de ceder nosso pequeno lugar
O que restará de seus sonhos quando o sol se por no horizonte O que restará além do desejo de se desculpar pelo ocorrido ontem (...)
O doce sabor do veneno A tempestade em um copo com mel O dia que não me lembro O dia que os anjos caíram do céu
A vida por trás das cortinas A dor que traz o seu sorriso As fatias que se tornaram tão finas O localizador em forma de guizo
A chuva acaba de molhar minha meia Por que não conta o que tanto receia? Eu ainda tenho um tempo até sentir Através de meus braços o seu corpo cair
Tudo isso não passa de uma mentira, sabia? Enquanto no pé de feijão, João subia
(...) "Desce do trono,rainha Desce do seu pedestal De que te vale a riquesa sozinha Enquanto é carnaval
Desce do sono,princesa Deixa o seu cetro rolar De que adianta haver tanta beleza Se não se pode tocar?
Hoje você vai ser minha Desce do cartão postal Não é o altar que te faz mais divina Deus também desce do céu
Desce das suas alturas Desce da nuvem,meu bem Por que não deixa de tanta frescura E vem para a rua também" (Desce- Arnaldo Antunes)
POSTADO POR Thiago Augusto às 19h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O NADA SE TRANSFORMA EM PÓ...
O doce sabor do veneno, o suave aroma da dor, a triste visão do inferno distorcida por uma ilusão de céu... tudo se perdeu aqui... frases, cantigas, horas e motivação...
“Estouro de bolhas de sabão Rufem os tambores de brinquedo O palco é de papelão”
O tempo só joga contra mim, o vento só leva para longe de mim... mais de seus sorrisos, mais um olhar, mais duas palavras... “alguém fez um samba enredo”... o carro parte levando a parte que me resta, as árvores se fecham tornando o jardim em floresta... agora não posso mais passar, embora eu ainda queira ficar, só mais um copo... só um copo e nada mais...
“Vou levar pastel de vento Sanduíche de isopor Bolo de esquecimento Vou esquecer quem é meu amor”
As horas passam e o tempo para... o relógio torna a girar em vão... admita a hipótese, admita a cura...
“Vou pensar que ainda não vi Nada igual ao que estou vendo Nem vou mais querer olhar O firmamento”
Onde estão as luzes? Onde está a água que caía? Onde está sua foto? Onde está, Maria? A condição... a razão... finalmente entender por que navegar é preciso... redundante... afirme novamente... é preciso...
“Tudo o que vejo é inconsistente E nada aprendo, tudo se desmente Nada do mundo, desde o começo Eu não conheço, eu não entendo”
Repete-se.... repetiu hoje, assim como há duas semanas... o vento torna a levantar minha franja e mostrar o mundo... o caminho é o mesmo, nada mudou... mas sinto como se ainda não tivesse passado por aqui...
“Vou querer tomar veneno Vou querer dissimular Vou ter crise de comportamento Vou sorrir querendo chorar”
E a noite chega, as luzes apagam, os olhos fecham, as mentes sonham, não se sabe o que é verdade ou não... o mundo se resume em três minutos... as historias nada dizem, as lembranças não importam mais, o agora faz diferença, mas eu não quero mais... eu não quero mais...
“A música é feita de sons E os sons são feitos de ar E agora que a banda passou Nada vai ficar”
Agora tudo repassa... tudo se mistura e confunde... tudo se parte ao meio, tudo tem dois lados que nem sequer existem... tudo se torna irremediavelmente barato, fútil, passado... tudo era tão simples... todo o óbvio deu lugar ao complicado... e todo o certo deixado de lado... o doce sabor do veneno... a dolorosa cura... a rua sem saída, a suave fragrância da amargura... onde tudo se perdeu, onde tudo se perdeu... onde por trás de tantos interruptores a luz não acendeu... (...) E tudo que eu tinha a oferecer se transformou em pouco... quase nada... quase nada... quando um olhar não diz mais que duas palavras...
POSTADO POR Thiago Augusto às 23h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ Antiguidades ] |
|
 |



|
 |